Luís Barbalho Bezerra

Luís Barbalho Bezerra (1584 - 1644)

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Luís Barbalho Bezerra
Born in Olinda, PE, Brazilmap
Ancestors ancestors
Brother of
Husband of — married in Pernambucomap
Descendants descendants
Died in Rio de Janeiro, RJ, Brazilmap
Profile last modified | Created 19 Aug 2011
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Biography

LUIZ BARBALHO BEZERRA

Este ilustre oficial nasceu nos fins do séc. XVI em Pernambuco. Quando os holandeses tomaram esta cidade já ele era militar. Reunindo toda a gente de que pôde dispor, foi imediatamente apresentar-se a Matias d’Albuquerque. Este só cedeu a capitania palmo a palmo, e um dos vultos mais heroicos dessa guerra foi sem dúvida alguma Luís Barbalho Bezerra.

Em 1635 Matias d’Albuquerque viu-se obrigado a abandonar de todo a capitania, e Luís Barbalho Bezerra ainda prolongou a resistência por quatro meses na fortaleza de Nazareth, vendo-se obrigado a capitular.

Foi prisioneiro para Holanda, conseguiu fugir para Espanha, passou a Lisboa, organizou um terço e partiu para o Brasil.

Contribuiu muito para a defesa da Baía contra Maurício de Nassau, e com mil homens embarcou a bordo da esquadra do conde da Torre para tentar alguma empresa grande nas terras sujeitas ao domínio holandês.

Vieram os temporais; o conde da Torre desembarcou Barbalho Bezerra no primeiro ponto que se lhe deparou e partiu para o mar alto.

Ora Luís Barbalho achava-se exactamente no Rio Grande do Norte, em pleno território holandês, e tinha penetrado nas três capitanias sujeitas ao domínio inimigo. Nem um instante pensou em entregar-se, e sem hesitação resolveu-se a empreender a sua terrível marcha.

Recebendo amigavelmente mantimentos nas terras que lhe eram favoráveis, tomando-os à viva força e queimando o que não podia levar das povoações hostis, ia marchando Luís Barbalho para o sul com infinita cautela, procurando evitar sempre um recontro com tropas holandesas. Mas em Pernambuco soubera-se dessa audaciosa marcha e enviara-se uma coluna em sua perseguição.

Foi então que Luís Barbalho Bezerra desenvolveu raras qualidades estratégicas, de vez em quando sumindo-se na floresta e logo depois caindo com um raio sobre a coluna holandesa para a molestar e desaparecer imediatamente.

Em Goyanna não pôde deixar de passar e aí teve de se bater com um corpo de quinhentos e trinta holandeses. Derrotou-os e prosseguiu na sua marcha até ao rio de S. Francisco. Atravessou-o e achou-se enfim no território português, onde podia ser apoiado. A perseguição holandesa também parou ali.

Estava terminado um dos mais brilhantes feitos d’armas daquele tempo, a célebre retirada elogiada pelos próprios escritores holandeses.

Em 1640 um episódio lamentável fez com que Barbalho Bezerra viesse preso para Lisboa por se ter assenhoreado do governo do colônia, que pertencia ao marquês de Montalvão.

Reconhecida a boa fé com que procedera, porque julgara cumprir as ordens de D. João IV, que um padre jesuíta lhe transmitira adulteradas, Barbalho Bezerra voltou ao Brasil honrado com o título de governador do Rio de Janeiro, e esse cargo estava exercendo quando morreu em 15 de Abril de 1644.

Museu da emigração e das comunidades <http://www.museu-emigrantes.org/Luis-Barbalho-Bezerra.htm>


O senhor doutor João Manoel Pereira da Silva no Plutarco Brasileiro tom. 2. p. 38 diz: Luiz Barbalho Bezerra nascera no Rio de Janeiro em 1601, segundo affirmão Sebastião da Rocha Pita - America Portugueza - Mons. Pisarro tom. 3.º Memorias Históricas, e Francisco de Brito Freire - Guerra Brasílica. Mas nem Rocha Pita, nem Brito Freire dizem semelhantes cousas; o primeiro so contempla a Luiz Barbalho Bezerra como Brasileiro, sem dizer a provincia em que nasceo; e o segundo nem Brasileiro diz que elle fora. E que dados teve o senhor doutor Pereira da Silva para cathegoricamente historiar, que Luiz Barbalho Bezerra nascera em 1601? Monsenhor Pisarro he o unico que diz simplismente no tom. 3, p. 208 not. 15 o seguinte: Agostinho Barbalho Bezerra foi filho de Luiz Barbalho Bezerra, que, tambem natural do Rio de Janeiro, o governou pelos annos de 1643, como fica referido. Mas antes no tom. 2, pag. 254 quando tratou especialmente de Luiz Barbalho Bezerra deixou so escripto, que este era natural do Brasil. Como alcançou depois Monsenhor Pisarro, que Luiz Barbalho Bezerra nascera no Rio de Janeiro? Descobrio-o, e não dos revelou os ascendentes, nem ao menos os pais? Com esta revelação deveria fundamentar a infalibilidade da crença a que por ultimo se entregou, e quiz levar o publico. O nosso espanto cresce quando Monsenhor Pisarro declara, que nos livros da Provedoria do Rio de Janeiro esta registada a Patente de Luiz Barbalho Bezerra, e transcreve ate a nota do seo falecimento, que a margem desse registo se lê. Pois nessa Patente não está expresso que Luiz Barbalho Bezerra era natural de Pernambuco? Certo que o esta; e parece então que Monsenhor Pisarro não leo esse registo, e guiou-se por alguma informação incompleta da sua existencia.
          Estando ja esta nota composta vimos os dous volumes dos Varões Illustres do Brasil, em que o senhor doutor Pereira da Silva refundio o Plutarco Brasileiro; e nelles ja o illustre Escriptor restitue a Luiz Barbalho, e a seo filho Agostinho Barbalho Bezerra a naturalidade de Pernambucanos; mas ainda labora em dous enganos. O primeiro he dizer que Luiz Barbalho Bezerra era filho de Fernão Bezerra Monteiro, sendo que o era de Antonio Barbalho; e o segundo que Agostinho Barbalho Bezerra nasceo em 1629; o que não pode ser. Em 1638 teve Agostinho Barbalho Bezerra, que servia no posto de soldado desde 1633, patente de capitão, e em 1639 outra igual lhe foi conferida pelo Conde da Torre, e servia na guerra em commandos em terra, e no mar, pela maneira que em sua Biografia faremos ver. E nada disto he compativel com as idades de cinco, e de nove annos.

Mello, Antonio Joaquin de. Biografias de alguns poetas: e homens illustres da provincia de Pernambuco <http://books.google.com.br/books?id=ZPelWJCxrwMC&pg=PA257>


Luís Barbalho Bezerra

Militar (Olinda, 1600 ? Rio de Janeiro, 1644). Como mestre de campo partiu, em 1639, de Touros rumo à Baía, conseguindo vitórias consecutivas sobre os holandeses. Bateu-se também contra os holandeses que ocuparam a sua cidade natal. Governador do Rio de Janeiro, de 1643 a 1644, fortificou o litoral e canalizou o riacho Carioca. Publicou o idílio poético Itaé e o volume Poesias Líricas.

(via ?História de Portugal ? Dicionário de Personalidades? (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Protagonistas - Brasil <http://carreiradaindia.net/2009/02/protagonistas-brasil/luis-barbalho-bezerra/>


Luís Barbalho Bezerra foi um governante do Brasil, no tempo colonial.

Em 2 de junho de 1643, ao regressar de São Paulo, Salvador Correia de Sá e Benevides encontrou este novo governador no Rio de Janeiro: Luís Barbalho Bezerra era homem honesto, descrito como «ponderado e integro». Deu-lhe posse Salvador, então, e partiu para Lisboa, defender-se das acusações contra ele.

Como Barbalho Bezerra era pobre, tendo gasto sua fortuna e a saúde na luta contra os holandeses, a Câmara do Rio resolveu lhe «aposentadoria», o que significava pagar os aluguéis de suas casas, inaugurando assim essa prática na cidade («o que veio mais tarde a onerar excessivamente as minguadas rendas municipais»).

O nome de Barbalho Bezerra, diz Vivaldo Coaracy em sua obra «O Rio de Janeiro no século 17», página 117, está intimamente ligado à história das lutas na Bahia e Pernambuco contra os holandeses, nas quais se cobrira de honra e adquirira justo renome. Dada a reputação «de homem ponderado e íntegro, de inatacável honestidade, de que vinha precedido o novo governador, a população o acolheu com muita esperança e grande satisfação, entre vivas demonstrações de júbilo.»

Sob Barbalho, a cidade progrediria muito, sobretudo porque chegou nesse mesmo ano, a mando do rei D. João IV, o engenheiro francês Michel d'Escolle, rebatizado em Portugal Michel de Lescol. Projetou o plano da cidade e o traçado das ruas, prolongamentos, declives para valas, padrões para as construções, fortificações - foi seu primeiro urbanista.

Uma das providências do governador foi, tendo encontrado a guarnição da praça reduzida a 260 soldados, cujos soldos havia nove meses não eram pagos, elevar a tropa a 600 homens, o que lhe parecia o mínimo necessário à defesa. Dirigiu-se à Câmara em 5 de julho de 1643 e pediu que decretasse impostos que lhe parecessem justos e mais suaves, para atender a necessidades militares. A guarda do produto seria confiada à Câmara, que não o poderia desviar para outro fim.

Barbalho morreu, porém, em 15 de abril de 1644 e foi sepultado na igreja do Colégio dos Jesuítas. Diz Coacay : «No curto período do seu governo, fizera-se altamente estimado pela integridade e espírito de justiça, sendo a sua morte muito lamentada. O prestígio de que gozava entre a população foi herdado pelos filhos, Jerônimo Barbalho Bezerra e Agostinho Barbalho Bezerra, então ainda jovens, mas que mais tarde desempenhariam papel saliente na história do Rio de Janeiro.

Não havendo «vias de sucessão» e não tendo ele designado sucessor antes de morrer, assumiu o governo interino, eleito pela Câmara, Duarte Correia Vasqueanes, tio do anterior governador Salvador Correia de Sá e Benevides. Com isso,provocaram a impugnação dos militares que alegavam caber o governo a Simão Dias Salgado, Sargento-mor do presídio, de mais alta patente, e que se recusou a obedecer ao governador. Os fatos chegaram ao conhecimento do governador-geral e este da Bahia expediu, em 7 de maio de 1644, ordem a Francisco de Souto Maior, que se encontrava no Rio de Janeiro de passagem para Angola, assumir o governo «para privar que os soldados e mais gentes entrem em altercações,pela diferença de obediência.» A Câmara do Rio representou à Coroa que então baixou o alvará de 26 de setembro de 1644 em que «para atalhar desordens e inquietações e evitar os danos que delas se podem seguir», determinou que «sucedendo falecer o Capitão-Mor e Governador da dita Capitania, e não havendo vias por que eu declare a pessoa que lhe há de suceder no dito Governo, possam os oficiais da Câmara da dita cidade eleger a pessoa que mais idônea lhes parecer que sirva o dito cargo, enquanto eu ou o dito Governador-Geral do dito Estado não prover.»

Wikipédia, a enciclopédia livre. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Barbalho_Bezerra>


Luís Barbalho Bezerra

  • Brasil, Pernambuco, Olinda c. 1590 + Rio de Janeiro 15.04.1644

Pais

  • Pai: António Barbalho Bezerra * c. 1570
  • Mãe: Camila Bezerra * c. 1572

Casamentos

  • Maria Furtado * c. 1575

Filhos

  1. Agostinho Barbalho Bezerra * c. 1619
  2. Jerônimo Barbalho Bezerra
  3. Célia Carreiro * c. 1600 Fernão Aires Furtado

GeneAll.net - Luís Barbalho Bezerra <http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=271589>


50. capitão Jerônimo Barbalho Bezerra nasceu em Pernambuco. Ele casou-se com Isabel Pedroso.

...

100. Luís Barbalho Bezerra casou-se com Maria de Mendonça.
101. Maria de Mendonça.

...

200. Fernão Bezerra Monteiro casou-se com Camila Barbalho.
201. Camila Barbalho.


A confusao no Geneall.net pode ter alguma razao. Acredito haver a possibilidade de Luis Barbalho Bezerra ter-se casado duas vezes mas o nome da primeira esposa estar ainda perdido no emaranhado da burocracia. Esta outra poderia ter sido filha de [Pedro Carreiro Salema] e [Maria Nunes de Andrade]. Somente assim ficaria explicado o aparecimento de uma filha dele com o nome Celia Carreiro. E no Volume 52 da instituicao historica brasileira nao constam os nomes nem da Celia nem do Jeronimo como filhos de d. Maria Furtado de Mendonca. Neste caso, eles poderiam ser irmaos completos e meio-irmaos dos filhos de Maria Furtado de Mendonca.

A HERANCA FURTADO DE MENDONCA NO BRASIL January 17, 2013 (http://val51mabar.wordpress.com/ : accessed 14/04/2013)


Do casamento entre Guilherme Bezerra e Camila Barbalho, nasceu, em 1584, na própria capitania de Pernambuco, Luis Barbalho Bezerra que se configurará como o grande responsável pelo estabelecimento dessa família nas regiões fluminenses. O mesmo casou-se aos 30 anos, ainda em Pernambuco, com D. Maria de Mendonça Furtado, filha de um dos descendentes das mais ilustres famílias fluminenses, os Furtado de Mendonça. Dessa união nasceram seis filhos.

...

O afastamento de Salvador Correia de Sá e Benevides do controle da região fluminense fez emergir um novo governador, era ele, Luís Barbalho Bezerra, que assumiu o cargo em 1643. Todavia, antes de tomar posse da complicada administração fluminense, ele já havia conquistado para si várias outras atribuições, entre elas a fidalguia da casa real, a comenda da ordem de Cristo, o governo de Arraial do Cabo de Santo Agostinho, o cargo de mestre de campo da infantaria e o governo da Bahia.

Devido as suas condições financeiras precárias, a câmara do Rio de Janeiro decidiu prover aposentadoria ao governador, pagando-lhe o aluguel da casa onde residia. Prática esta que, após a saída de Luís Barbalho da administração fluminense tornou-se recorrente na capitania. Quanto a sua gerência na capitania, conforme fora assinalado em outros momentos deste trabalho, não teve muita sorte. Sua rápida administração foi resultado dos constantes problemas que envolviam o sustento da frota fluminense e a conseqüente eclosão de uma revolta contra a tentativa de desvio da arrecadação dos impostos da câmara para a região baiana, flagelada pelas guerras contra os flamengos. A morte, em 16 de maio de 1644, não se sabe se foi realmente por desgosto frente aos amotinados, mas podemos dizer que marcou indiscutivelmente a história fluminense. Primeiro porque, a inexistência de um sucessor fez com que pela primeira vez a câmara escolhesse um administrador, Duarte Corrêa Vasqueanes, uma atribuição que pertencia ao rei; e em segundo lugar, porque, anos depois, seus filhos encabeçaram um movimento que, no nosso entendimento, possui profundas raízes nos acontecimentos de 1643-1644.


Entre a sombra e o sol - a revolta da cachaça, a freguesia de São Gonçalo do Amarante e a crise política fluminense, p. 187-188. (http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf : accessed 14/04/2013)



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Collaboration

On 9 Dec 2012 at 23:17 GMT Valquirio Barbalho wrote:

The correct birth date for Luis Barbalho Bezerra is 1584. We can find some data of his life and genealogy at the work of the professor Antonio Filipe Pereira Caetano, entitled "ENTRE A SOMBRA E O SOL, A REVOLTA DA CACHACA, A FREGUESIA DE SAO GONCALO DE AMARANTE E A CRISE POLITICA FLUMINENSE (RIO DE JANEIRO, 1640-1667), particularly at the pages between 187 to 194, under chapter: "OS HONORATIORES GONCALENSES: A FAMILIA BARBALHO BEZERRA".

The web address is: http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf

On 9 Dec 2012 at 23:08 GMT Valquirio Barbalho wrote:

The list of children of Luis Barbalho Bezerra and Maria Furtado de Mendonca includes: Fernao Barbalho Bezerra (who served the king Pedro of Portugal and died as Secretary of Economy to Goa, old Portuguese possession in India); Cecilia Barbalho, prominent figure in Rio de Janeiro History; Antonia Barbalho Bezerra, wife of Egas Moniz Barreto; Cosma Barbalho; Antonio Barbalho Bezerra, second lord of the Morgado do Senhor do Mundo da Parayba; and Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, captain of the Fort of Nossa Senhora do Populo, Bahia State.

More members of the family can be seen at the site of genealogy: www.geneaminas.com.br where some of the descendants of Jeronimo Barbalho Bezerra were multiplied. Also the History of some offspring can be watch at the blog http://val51mabar.wordpress.com



Luís Barbalho is 40 degrees from Rosa Parks, 37 degrees from Anne Tichborne and 32 degrees from Victoria of the United Kingdom of Great Britain and Ireland on our single family tree. Login to find your connection.

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